O Manchester City suou mas conseguiu sua primeira vitória na história da UEFA Champions League, ao bater o Villareal de virada por 2 a 1 no Etihad Stadium. Foi um jogo emocionante, com vários ingredientes para matar os torcedores Citzens do coração, mas no final Aguero, o salvador, apareceu para dar a vitória aos Sky Blues. Com a vitória o City se mantém na 3ª posição, mas agora está a apenas 1 ponto do Napoli e 4 pontos a frente do Villareal.
O jogo começou complicado para o City, principalmente devido a escalação defensiva que Mancini pôs em campo, com Toure, De Jong, Johnson, David Silva e Nasri no meio campo. Alguns vão dizer que Silva e Nasri jogam como “falsos” atacantes, mas na verdade são meio campos e o time perde em presença no ataque. E as coisas ficaram mais complicadas quando aos 4 minutos, Silva errou o passe na saída de bola, De Jong perdeu a bola, Rossi bateu, Hart deu rebote e Cani abriu o placar. Isso irritou demais a torcida, que passou a jogar no campo bolas de papel feitas com um mosaico que foi mostrado antes do jogo. O City se desestabilizou com o gol e não conseguia chegar ao gol de Diego Lopez. Apenas arriscava chutes de fora da área. Mas o mais bizarro do primeiro tempo foi quando aos 40 minutos Mancini tirou Johnson e colocou Barry. Primeiro não era necessário fazer a mudança faltando 5 minutos pro fim do primeiro tempo. Isso apenas queima o jogador com a torcida. Segundo, Barry faz a mesma função dele, ou seja, ele trocou 6 por meia dúzia e só conseguiu se desentender com mais um jogador do grupo. Mas, para sorte do City, aos 43 minutos Kolarov, que foi o jogador que mais apareceu ofensivamente, cruzou para Dzeko mas Marchena não deixou o bósnio marcar e colocou contra a própria meta.
Na segunda etapa, Mancini não mexeu e a equipe continuou com os mesmos problemas. Mesmo pressionando muito, faltava um jogador para fazer companhia a Dzeko, e os principais lances continuavam a ser chutes de fora da área e bolas cruzadas que não encontravam Dzeko. E quando os lances davam certo, esbarravam na grande atuação do goleiro Deigo Lopez. Apenas aos 17 minutos Mancini viu que não ia ter jeito e colocou Aguero para poder salvar o jogo. E foi o que aconteceu. O time continuou pressionando, e depois que Milner entrou no lugar de Nasri para jogar do lado direito, os lances passaram a dar mais certo. E foi por esse lado que veio a salvação da equipe. Já nos acréscimos, aos 48 minutos, Milner recebeu, cortou o marcador, tocou para Zabaleta na linha de fundo que cruzou. Silva tentou de letra e errou e antes que a bola chegasse em Dzeko para marcar, Aguero, que tem sido o principal nome da equipe, marcou o gol para delírio da torcida. Fim de jogo e vitória dos Citzens.
Mancini tem inventado muito. Se ele fizer o básico, que seria colocar o time que ele sabe que é o titular para jogar, o City vai longe. Tem futebol para isso, mas na UEFA Champions League não há espaço para experiências, principalmente para um time que tem pouca experiência na competição. Agora é aprender com os erros e trazer pelo menos um ponto da Espanha na próxima rodada.
O Manchester City foi a campo com: (4-3-2-1) Hart; Zabaleta, Kompany, Lescott, Kolarov; Toure, De Jong (Aguero, 62), Johnson (Barry, 40); Nasri (Milner, 80), Silva; Dzeko. Ninguém amarelado.
O Villareal foi a campo com: (4-2-3-1) Diego Lopez, Zapata, Rodriguez, Marchena, Catala; Valero, Bruno Soriano; Cani (Mario Gaspar, 82), Perez (Mubarak, 80), De Guzman (Gullon, 89); Rossi. Diego Lopez, Catalá, Mario Gaspar e Rossi amarelados.
Texto de Pablo Lopes










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