terça-feira, 6 de março de 2012

Raça, você, por aqui?

Um técnico que cai, um auxiliar que assume. Mas por que raios isso foi ocorrer em um período de tantas decisões? É reta final de Premier League, é risco, iminente de eliminação na Champions League, mas, em cima da hora, uma outra decisão, pela FA Cup, diante do Birmingham, no St. Andrew's Stadium. Mas, a queda de um treinador, poderia parar a queda de um elenco inteiro? Uma mudança tão drástica ocorreria?

Mata, mata eles, Mata!
Se mudaria ou não, ficava, até a partida, a dúvida. Mas fato, é que a equipe precisa jogar para cima, com entusiasmo e essencialmente, respeitando uma das camisas mais famosas do mundo. Era preciso vencer, para isso, marcar. Mas quem assumiria essa missão? Fernando Torres, o espanhol que não marca há 24 jogos? Meio difícil, pelo menos, por enquanto.

Já era vista uma mudança, principalmente no brasileiro Ramires, que jogava com muita raça. Era realmente preciso tê-la. Não seria fácil passar pelo Birmingham. Com Drogba e Lampard no banco, teoricamente poupados para a decisão contra o Napoli, Di Matteo usou Mikel e Kalou no meio, com Torres e Mata mais à frente. Sturridge não estava entre os 11, a força ofensiva não era tão branda. Mas a classificação viria, com muito esforço.

Di Matteo e uma série de decisões
A queda de André Villas-Boas, realmente, mexeu com a equipe. Não à toa, o ritmo de Ramires contagiava o restante do elenco. Cahill jogava muito bem, além de versátil. Um primeiro tempo em branco, ia-se embora, mas, na etapa complementar, tudo poderia mudar. Na etapa complementar, um início forte, em cima, em busca da classificação. O ataque ainda não era eficiente, mas dava indícios de que a força estava por vir.

Kalou, insistentemente, lutou pela bola, aos 9 minutos. Ele conseguiu e um cruzamento fez. Estava lá, Juan Mata, para conferir e balançar as redes para os Blues. Um gol muito comemorado e festejado, principalmente pela série de derrotas conhecidas amargamente. Era para lavar a alma e mudar o espírito da equipe. Um gol batalhado e garantido na raça. Já era suficiente para a classificação às quartas.

Meireles, voltava ao time e marcava
Era suficiente para a classificação, mas ainda devia mais alegrias ao torcedor. Era preciso ter calma, pois elas viriam. 6 minutos mais tarde, outra vez pela direita, Ramires fez um belo cruzamento e o português Raul Meireles estaria lá, para marcar de forma magnífica um lindo gol, de voleio, no alto. Era o 2x0 para o Chelsea. Sturridge em campo, tentava criar mais chances, mas muitas vezes desperdiçava grandes oportunidades.

Juan Mata, ainda perderia um pênalti, aos 70', defendido por Doyle. Quisera Lampard estar em campo para conferi-lo. Um pouco mais tarde, ele entraria, para com sua experiência, garantir o resultado. Mikel era um monstro, mostrava muita disposição. A equipe lutava muito, marcava bem e se segurava com todas as forças. Cech, impecável, faria mais um clean-sheet. Era o suficiente para a classificação, e um avanço às quartas de final. 

O Birmingham atuou com: Doyle; Davies, N'Daw (King 72'), Spector, Ibáñez; Mutch, Gomis, Elliott; Rooney (Burke 60'), Redmond e Zigic.
N'Daw, Zigic -  

O Chelsea teve: Cech; Ivanovic, David Luiz, Cahill, Bertrand; Obi Mikel, Ramires (Lampard 76'), Meireles; Torres, Mata e Kalou (Essien 89').
Fernando Torres -  
Mata e Meireles -  

C'mon Chelsea!

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