segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

You'll never win easy

É exatamente isso! Nunca será fácil para o Liverpool ganhar nada. Quem não se lembra da final contra o Birmingham em 2001 pela mesma Carling Cup? Ou do título da FA Cup em 2006, quando tivemos que buscar uma diferença de 2 gols? E principalmente da histórica final da Champions League em 2005 em Istambul? Ou seja, para nós Reds tudo vem suado, difícil, dramático, sofrido. E ontem não foi diferente. Tivemos que buscar o placar, buscamos, mas enfrentávamos um time que também tinha muita raça e também buscou o placar quando isso parecia impossível. Mas no fim, vencemos e ficamos com a taça. Octa campeão da Carling Cup! Maior vencedor da história da competição! This is Anfield!

Gerrard e Carragher: presentes em grandes conquistas

Mason abriu o placar
Enfrentávamos um time de segunda divisão, com orçamento menor, com jogadores menores, mas desde quando isso é sinal de jogo fácil? 89.041 estavam presentes ao novo Wembley, na primeira visita do Liverpool ao novo estádio e com certeza viriam um grande jogo, entre duas equipes que se entregariam do início ao fim.
E como ninguém chega a uma final atoa, o Cardiff mostrou isso aos 20 minutos, quando em bela troca de passes, Miller tocou para Mason sair cara a cara com Reina e abrir o placar. Com o gol, o Liverpool se desesperou um pouco e começou a chuveirar muitas bolas na área em busca de uma cabeçada ou uma ajeitada para trás de Carroll. O nervosismo e a falta de criatividade do meio campo faziam com que todas as jogadas fossem criadas por Downing caindo pela esquerda. O time praticamente não descia pela direita, a não ser com poucos apoios de Johsnon. E mesmo com muito mais posse de bola e mais volume de jogo, os Reds não conseguiram empatar ainda no primeiro tempo e ainda tomaram alguns sustos.

Skrtel empatou o jogo
Para o segundo tempo, os times não tiveram mudanças e o jogo continuou o mesmo. O Cardiff fazia o seu jogo, fechadinho, uma linha de 5 e uma de 4, e não rifava bolas para o ataque. Sempre saia jogando, tocando a bola, e chuveirando pouquíssimas bolas para a área. E o Liverpool ainda tinha dificuldades na armação. Com isso, o jeito era esperar o gol em uma bola aérea. E foi assim aos 60 minutos, quando Downing cobrou escanteio de maneira ensaiada, Carroll escorou na segunda trave, Suárez desviou e a bola caprichosamente pegou na trave. No rebote Skrtel, que faz belíssima temporada, dominou, olhou e colocou dentro da rede. Festa em Wembley, que era maioria vermelha. Com o gol, o Liverpool passou a controlar mais o jogo, e o Cardiff, exausto, passou a se conformar um pouco com o placar. E aí começou a aparecer um dos personagens do jogo. Turner, zagueiro do Cardiff, fazia uma partida de gênio. Salvava todas as bolas. Se jogou em um chute de Downing que ira pro gol, voou em uma tentativa de drible de Suarez, era um monstro. E o jogo foi para a terrível prorrogação.

Kuyt virou o jogo
Os primeiros 15 minutos do tempo extra foram marcador por cansaço de ambas as partes e o jogo foi cadenciado. Mas os 15 minutos finais guardavam muitas emoções. Aos 16 minutos de prorrogação entrava em campo Dirk Kuyt no lugar de Carroll. E entrava simplesmente porque é um dos cobradores de penalti do time. Mas aos 19 minutos de prorrogação, ele puxou um contra ataque, chutou cruzado e antes que a bola chegasse em Suarez livre na pequena área, Turner, aquele zagueiro que citei acima, tirou a bola. Mas ela voltou no pé do Holandês Voador e ele não perdoou. Virou o jogo e Wembley parecia uma extensão de Anfield. E a festa parecia pronta... Parecia. Depois do gol, mesmo sem ter pernas, o Cardiff foi pra cima, abafou o Liverpool, e de tanto insistir empatou o jogo a 2 minutos do fim da prorrogação. E de quem foi o gol: Turner. O melhor jogador em campo foi coroado com um gol. Aí não teve jeito, o título foi decidido nos penaltis.
Turner empatou o jogo. Merceu o gol e um destaque no post

Gerrard consola o primo pelo penalti perdido
Abrimos a cobrança com o capitão. Mas a experiência de Gerrard não venceu o bom goleiro Heaton e perdemos a primeira. Mas Miller, o também mais experiente do Cardiff perdeu sua cobrança batendo na trave. Na segunda, Adam bateu muito mal e mandou na arquibancada. Cowie fez para os Blue Birds. Depois Kuyt cobrou e fez o primeiro dos Reds. Aí Gestesde bateu na trave e ficou tudo empatado de novo. Downing também cobrou bem e colocou o Liverpool na frente. Whittingham empatou. Johnson cobrou bem demais a última do Liverpool e jogou a responsabilidade para cima do Cardiff. E que ironia, que bateria a última cobrança para eles era Gerrard, o primo mais novo de Steven. E, infelizmente para ele, felizmente para nós, a responsabilidade pesou e ele bateu para fora. Aí foi a festa completa e o Liverpool de volta ao lugar de onde nunca deveria ter saído.

Este é um dos grandes responsáveis por isso. Parabéns King Kenny!
É bom ver o time campeão, mesmo que seja do torneio “menos importante” da Inglaterra. Não importa, título é título, e digam o que quiser, se fosse qualquer Manchester, ou Arsenal, ou Tottenham, ou Chelsea, ou qualquer um, estariam comemorando do mesmo jeito. Isso não esconde os problemas que o time tem, mas que não são assunto para agora. Agora é hora de comemorar, extravasar, mostrar a todos que não temos o melhor time, não somos os mais ricos, mas temos raça e vontade, e com isso podemos sim chegar muito longe. Essa camisa ainda vai voltar a ter as glórias do passado, podem escrever. Enquanto isso, vamos aguardar anciosamente, saboreando vitórias que muitos dizem não valer nada. THIS IS ANFIELD!

O Liverpool foi a campo com (4-3-3): Reina; Johnson, Skrtel, Agger (Carragher), Enrique; Adam, Gerrard , Henderson (Bellamy); Downing, Suárez, Carroll (Kuyt)
Skrtel, Kuyt -

O Cardiff foi a campo com (4-4-1-1): Heaton; McNaughton (Blake), Hudson (Gerrard), Turner, Taylor; Cowie, Whittingham, Gunnarson, Mason (Kiss); Miller; Gestede
Mason, Turner -

Texto de Pablo Lopes

Um comentário:

  1. Excelente Post, retratou tudo, que os red´s passaram, e passam.

    parabéns...

    http://norwichcityfcbra.blogspot.com/

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