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| Gerrard comemora o gol que deu a vitória ao Liverpool. Continue assim, capitão |
Kenny armou o time como tem feito nos últimos jogos. Spearing a frente da zaga, uma linha de 4 e Carrol isolado na frente. No início deu muito certo. O time corria e fazia muita pressão no adversário. E tanto deu certo que aos 15 minutos, em um vacilo da zaga, a bola sobrou e o Liverpool conseguiu escanteio. Na cobrança ensaiada, Downing acertou um lindo chute e Hart fez milagre, colocando de novo para escanteio. E na cobrança, a bola sobrou para Agger que tirou do primeiro e foi derrubado por Savic. Penalti que Gerrard tratou de cobrar. E se Gerrard cobrou, é gol do Liverpool. Depois disso, o que se viu foi um Liverpool jogando muito bem na marcação e saindo em bons contra ataques com Downing e Bellamy. E o City não assustava. Até que aos 25 minutos, Spearing se machucou sozinho ao dominar uma bola. Adam entrou em seu lugar, mas frio, deixou os Citzens gostarem do jogo. E aí o time assustou em um chute de fora de Nasri, que entrou no lugar do também machucado Balotelli. E o primeiro tempo foi isso.
O segundo tempo foi um jogo de ataque contra defesa. O Liverpool não deu um chute a gol, e esperou o City durante os 45 minutos. As duas linhas de 4 e mais o cabeça de área, evitavam qualquer jogada pelo meio. Pelos lados, o time criava algumas poucas chances, mas as bolas cruzadas não faziam efeito com apenas Aguero na área. Vendo isso, Mancini resolver sacar A Johnson, que pouco produziu, para colocar Dzeko. Com um jogador mais de área, as jogadas começaram a aparecer e a bola aérea começou a levar algum perigo. Kenny percebeu que Kelly não ganhava uma disputa e colocou Enrique no lugar de Downing, voltando Glen Johnson para a direita. E o City passou a levar muito perigo. O principal deles foi em uma cobrança de escanteio, quando Richards cabeceou e Reina pegou no reflexo. Quando Mancini tirou De Jong para colocar Kolarov, os Sky Blues passaram a jogar com um jogador bem aberto pela esquerda, o que fazia mais bolas serem alçadas para a área. Dalglish então colocou Carragher e passou a jogar com 6 jogadores de defesa, 3 volantes e Carroll. Aí foram 10 minutos de muito sufoco, muito chutão, muitas faltas, e em uma delas, no finzinho do jogo, Aguero cabeceou bem depois da cobrança de Kolarov, mas a bola teimava em não entrar.
Não foi uma bela partida do Liverpool. Mas, taticamente, foi uma das melhores do ano. Apesar de no fim do jogo o time ter cansado e dado mais espaço, a marcação estava muito bem feita. Gerrard ajudava Adam na marcação e Henderson era responsável pela saída de bola. E mais uma vez Downing passou apagado e Carroll sem fazer gols. Há quem diga que é zica. Eu acho que é ruindade mesmo. Os problemas ainda são os mesmos, principalmente a falta de gols do ataque, mas agora o que vale para o time é a classificação para a final e quem sabe um título e uma possível vaga na UEFA Europa League.
O Manchester City foi a campo com: (4-4-2) Hart; Richards, Savic, Lescott, Clichy; Barry, De Jong (Kolarov, 70), Milner, A. Johnson (Dzeko, 65); Balotelli (Nasri, 35), Aguero
Nasri - █
O Liverpool foi a campo com: (4-1-4-1) Reina; Kelly, Skrtel, Agger, Johnson; Spearing (Adam, 25); Gerrard, Henderson, Downing (Enrique, 60), Bellamy (Carragher, 79); Carroll
Spearing - [+]
Carragher - █
Gerrard -
Agora as atenções voltam a Premier League, onde o Liverpool recebe o Stoke no sábado e o City vai a Wigan enfrentar os donos da casa.
Texto de Pablo Lopes










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